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Rodrigo Gomes de Moreno

Era aposta certa. Quem via o padre Rodrigo Gomes de Moreno auxiliando o padre Tutti nas mais diversas atividades da igreja e principalmente dos acampamentos no Centro de Formação já poderiam supor que em breve ele assumiria a função de pároco na Igreja Maristela.

E isso ocorreu ainda em 2015 em meio a uma série de transferências sacerdotais realizadas pelo bispo de Presidente Prudente Dom Benedito Gonçalves dos Santos. Em verdade, foi um retorno também porque Rodrigo Gomes já havia prestado serviços diaconais na paróquia Nossa Senhora do Carmo ainda entre 2011 e 2012, logo depois de ser ordenado diácono. “Um momento de muito aprendizado porque já estava em uma paróquia muito movimentada e com desafios interessantes como eram os trabalhos de evangelização.”

Ordenado padre em 30 de abril de 2012, Rodrigo Gomes partiu para servir nas comunidades de Sandovalina, Estrela do Norte e Itororó do Paranapanema, na região do Pontal. “A implantação nestas comunidades do ECC (Encontro de Casais com Cristo), envolvendo mais de 300 casais, e os trabalhos sociais com a Pastoral da Criança me marcaram demais neste período”, explica, mas ressalta também que as comunidades também cresceram em evangelização a partir a implantação dos Acampamentos JOAM, FAC, Casais e Família.

O desenvolvimento na caminhada como padre, na verdade, é reflexo de uma vida de formação bem movimentada. “Sou de Santo Anastácio e quando adolescente, depois da 1ª Comunhão e do Crisma, eu já estava bem envolvido com o grupo de oração até que comecei a trabalhar na própria secretaria da paróquia. Pude conhecer de perto a vida sacerdotal e como funcionavam as pastorais”, conta.

“Sim, eu quero”

A frase do intertítulo talvez tenha sido a mais importante da vida do padre Rodrigo. Ela foi a resposta dada ao reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe da Igreja, Monsenhor Miguel Valdrighi, logo após a Semana de Novatos em janeiro de 2003. Depois de uma pequena resistência dos pais, Jesus Lopes de Moreno e Lindaura Maria Gomes de Moreno, mas um grande incentivo da avó, Maria Nunes de Andrade, ganhou residência fixa no Seminário Diocesano em 14 de fevereiro daquele ano. “Um mundo novo. Estava com 20 anos e depois de um período ali me mudei em 2004 para Marília. Fui cursar Filosofia e nos três anos ali o que lembro bem foramos trabalhos na Fundação do Bem Estar do Menor (Febem), hoje Fundação Casa. Dava oficinas aos detentos”, diz ressaltando ainda as ações sociais junto à Fraternidade Toca de Assis, levando comida aos moradores de rua nas noites de domingo.

Logo depois começou a estudar Teologia no seminário de Marília e aos finais de semana realizava as experiências pastorais em paróquias da Diocese de Presidente Prudente. A primeira foi a Paróquia Nossa Senhora Mãe da Igreja, na capital do Oeste Paulista, auxiliando Monsenhor José Antônio. Depois, teve que encarar a realidade dura do Pontal do Paranapanema, atuando na comunidade Nossa Senhora Aparecida, no distrito de Primavera, junto com o padre Umberto Laércio Bastos de Souza e depois do Padre Sinvaldo Cândido, na capela da Vila Áurea.“Adquiri uma bagagem pastoral muito grande, em especial com o trabalho nos assentamentos da Gleba XV de Novembro: Bonanza, Novo Pontal e Porto Maria.”

Do Pontal Primavera veio para a Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Presidente Prudente, e fez trabalhos junto aos dependentes químicos da Associação Prudente Recuperando Vidas (Aprev), na época coordenada pelo Movimento Mariana Braga, e ali ficou até a ordenação como diácono. “Antes de terminar os estudos teológicos, passei também por Tarabai e Narandiba, em 2011.”

Toda esta desenvoltura, porém, esconde uma marca do padre Rodrigo Gomes: a calma para lidar com as mais diversas situações. Não fosse assim também, o sacerdócio na Vila Maristela estaria comprometido já que sob sua responsabilidade os 52 grupos, movimentos e pastorais, a direção espiritual de 18 acampamentos e cursos formativos, além de acompanhar e apoiar o Movimento Mariana Braga e coordenação as atividades das comunidades do Parque Alexandrina, Parque Primavera, Parque Furquim e Bairro União. “São mais de 80 missas mensais, mas esse é o trabalho do sacerdote. Vivemos para servir e nada mais”, diz.